Categoria: Artigos Técnicos

  • Projeto de Geotecnia mitiga riscos erosivos em Brusque SC.

    Projeto de Geotecnia mitiga riscos erosivos em Brusque SC.

    Projeto executivo desenvolvido numa encosta no Município de Brusque mitiga riscos erosivos trazendo segurança a um Hotel de grande porte, assim como no seu entorno.

    Uma encosta com mais de 60 metros de altura e 80 metros de largura apresentava processo erosivo avançando (Figura 1), causando incômodo e insegurança ao comércio instalado a jusante. Na análise do histórico houve uma descompressão da base do talude oriundo de uma escavação sem planejamento técnico o que potencializou a sua instabilidade. A encosta formada por um neossolo composto predominantemente por xistos e grafite com fragmentação acentuada já registrava dois escorregamentos que chegaram a colidir com empreendimento comercial (Figura 2). A face leste da encosta estava recoberta pela espécie exótica arbórea Pinus elliottii, o que também nesse caso acelerava os processos erosivos. A drenagem por sua vez era coletada por um sistema de calhas superiores que não tinham ligação com a base do talude e a rede de drenagem urbana. Este era mais um fator que aumentava o risco de colapso generalizado.

    Antes do projeto. Processo erosivo avançado.
    Figura 1 – Antes do projeto. Processo erosivo avançado.

     

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    Figura 2 – Material atingindo o comércio à jusante.

     

    PROJETOS

    A Versal Engenharia e Consultoria, realizou levantamentos topográficos, ambientais e geotécnicos e desenvolveu uma solução integrada (Figura 3 e 4) que envolveu as seguintes ações: a) projeto de um muro de gabião caixa com ancoramento no solo e na encosta promovendo a fixação da base, evitando assim a ruptura circular; b) fora projetada e executada a reforma do sistema de drenagem pluvial, com interligação deste com a base e via urbana por meio de escadas hidráulicas, calhas e tubulação; c) promoveu-se a remoção de árvores sujeitas a tombamento; d) fixação no talude por meio do sistema steel grid , este sistema promoveu atirantamento da encosta mantendo sua superfície de ruptura mais distante do neossolo e fixada à rocha de suporte; e) fora previsto um sistema de grades que mantem a proteção contra fragmentos rochosos, que por sua vez foram recobertos com cimento projetado, o que além de fixar os fragmentos na encosta possibilitou a impermeabilização da área, facilitando a drenagem superficial.

     

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    Figura 3 – Projeto implantado, processo erosivo controlado.

     

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    Figura 4 – Projeto implantado, processo erosivo controlado.

     

     

    ESTUDO DE ESTABILIDADE

    O estudo de estabilidade desenvolvido para este caso, seguiu estritamente as normas da ABNT, mais precisamente a NBR 11682:09 – Estabilidade de Encostas e NBR – 8044:93—Projeto Geotécnico, considerando as variáveis possíveis para alcançar o fator de segurança previsto. A análise geológica tratou de estudar a cinemática da movimentação dos corpos, definindo as atitudes dos planos de fraqueza em relação à atitude da encosta, o mergulho, a direção, levando ainda em consideração a coparticipação os parâmetros geotécnicos como o ângulo de atrito e as resistências coesivas ao longo dos planos.

    De um modo geral, os escorregamentos em maciços rochosos podem ser classificados em três tipos principais: escorregamentos planares, escorregamentos em cunha, tombamentos de blocos e escorregamentos rotacionais ou curvilineares. Os últimos, foram apontados no estudo, já que foram encontradas rochas muito alteradas.
    Como a presença de água subterrânea em taludes potencialmente instáveis, alojada nos planos de descontinuidades, ou nas fendas de blocos rochosos, pode afetar em muito a estabilidade do maciço rochoso, atenção especial foi dada para o sistema de drenagem, já que o existente já estava obsoleto. No manual de manutenção produzido para este estudo, foi deixado claro que a manutenção do sistema de drenagem deverá ser agressiva, ou seja, haverá de ter uma manutenção constante para aumentar a vida útil da obra e não desencadear processos erosivos que possa resultar em instabilidades.

     

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    Figura 5 – Carta Geológica de Brusque – Santa Catarina, com destaque para a área em estudo. Fonte: CPRM – Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, 2014.

    As unidades geológicas encontradas foram a Q2a e a NPbrbmp, classificadas, respectivamente, como Depósitos Aluvionares e Unidade Metapsamítica . A área de estudo se encontra na interface dessas duas unidades, ou seja, a unidade Q2a está localizada à jusante, caracterizada por sedimentos areno-silte-argilosos e cascalhos que variam desde inconsolidados até localmente estratificados; e a unidade NPbrbmp está localizada à montante, caracterizada pela presença de muscovita quartzo xisto, granada mica quartzo xisto, granada biotita xisto quartzítico, granada muscovita quartzitos e ortoquartzitos.

     

    Figura 6 - Bloco de rocha micaxisto avermelhado.
    Figura 6 – Bloco de rocha micaxisto avermelhado.

     

    FATOR DE SEGURANÇA

    A análise de equilíbrio-limite considera que as forças que tendem a induzir a ruptura são exatamente balanceadas pelos esforços resistentes. A fim de comparar a estabilidade de taludes em condições diferentes de equilíbrio-limite, define-se o fator de segurança (FS) como a relação entre a resultante das forças solicitantes e resistentes ao escorregamento, dada pela equação abaixo. Assim a norma NBR—11682:09, expõe que:
    “Os fatores de segurança (FS) considerados nesta Norma têm a finalidade de cobrir as incertezas naturais das diversas etapas de projeto e construção. Dependendo dos riscos envolvidos, deve-se inicialmente enquadrar o projeto em uma das seguintes classificações de nível de segurança, definidas a partir da possibilidade de perdas de vidas humanas, conforme Tabela 1 e de danos materiais e ambientais, conforme Tabela 2.”
    A norma exige que se defina previamente o nível de segurança contra dano à vida e danos materiais (alto, médio baixo) e só assim adotar FS correspondente . Para o caso em referência se chegou a FS = 1,50.

    Figura 7 - Fatores de segurança mínimos para deslizamentos.
    Figura 7 – Fatores de segurança mínimos para deslizamentos.

     

    ESTABILIZAÇÃO DA ENCOSTA

    A técnica usada para a estabilização da encosta considerada foi o grampeamento do maciço, cumulado com a colocação de uma grelha em toda a área afetada e devidamente concretada. Esta técnica arma a massa instável e o transforma em um maciço único, deslocando a linha potencial de ruptura para além da superfície, fixando-se em região geotecnicamente rígida e estáveis, sem a necessidade de alterar a sua geometria atual.

    Figura 8 - FS antes das intervenções.
    Figura 8 – FS antes das intervenções.
    Figura 9 - FS depois das  intervenções.
    Figura 9 – FS depois das intervenções.

    Para facilitar a drenagem, na base do talude foi projetado um muro de gabião, que compartilha do sistema de drenagem da encosta. Checada sua estabilidade, alcançou um FS = 1,66.
    Também foi previsto o sistema SteelGrid, que consiste na associação de cabos de aço de 8.0 mm de diâmetro dispostos longitudinalmente a cada 30, 50, 100 ou 200 cm, a uma malha hexagonal de dupla torção do tipo 8×10. Esta solução foi desenvolvida como uma aplicação geotécnica para mitigação de blocos e estabilização de encostas.

    PROBABILIDADE DE UMA PERFORMACE INSATISFATÓRIA (Pr)

    Também chamada de Probabilidade de Ruína, superada a Análise Determinística (AD) para atender o FS da ABNT, parte-se para Análise Probabilística da estabilidade (AP) da encosta. Não é muito comum as empresas do ramo calcularem este tipo de risco, já que a temática não é muito desenvolvida no Brasil e as normas brasileiras não trazem esta indicação.
    Apesar disso, para preencher a lacuna deixada pela norma NBR 6122:2010 – Projeto e execução de fundações – onde em nota informa que a Engenharia de Fundações não poderá ser tratada como ciência exata, já que riscos inerentes (não atrelados a erros de projeto ou de execução) possam afetar as obras de engenharia, a Versal Engenharia entende ser compromisso e função de uma empresa responsável, levantar e mostrar qual o risco do empreendimento para o tomador dos serviços de engenharia. Este método possibilita que os proprietários avaliem a viabilidade de investir em uma obra geotécnica, bem como a decisão de aumentar a sua confiabilidade, que irá refletir diretamente no custo da obra.
    Como o atendimento ao FS estabelecido pela ABNT não garante ausência de ruína, justifica-se a inclusão deste estudo para assegurar a transparência das responsabilidades entre os envolvidos.

     

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    Figura 10 – Análise Probabilística. Curva Normal Reduzida.

     

    Por fim, observa-se que a Pr dependem do método determinístico e do método probabilístico empregados no estudo, do número de variáveis levadas em consideração, da precisão dos ensaios, entre outros fatores. Algumas fontes de incertezas são difíceis de serem quantificadas e, portanto, não são levadas em consideração. Além disso, há ainda, as variáveis cuja existência ignora-se e que também podem contribuir para o índice de confiabilidade global.
    O projeto envolveu uma equipe multidisciplinar, fazendo parte: engenheiros civis, agrimensores, florestais, ambientais e geólogos. A obra foi devidamente licenciada junto à FUNDEMA de Brusque e Defesa Civil.
    REFERÊNCIAS
    ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6122: Projeto e execução de fundações – Procedimento. Rio de Janeiro: ABNT, 2010. 91 p.
    ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 11682: Estabilidade de encostas. Rio de Janeiro: ABNT, 2009. 38 p.
    AZEVEDO, Izabel C. D.; MARQUES, Eduardo Antônio G. Introdução à Mecânica das Rochas. Viçosa: UFV, 2002, 361 p.
    BAECHER, Gregory. B.; CHRISTIAN John T. Reliability and Statistics in
    Geotechnical Engineering. New York: Wiley, 2003
    CAPUTO, Homero Pinto. Mecânica dos solos e suas aplicações: fundamentos. 6ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 1988.
    CINTRA, José Carlos A.; AOKI, Nelson. Fundações por estacas: projeto geotécnico. São Paulo: Oficina de Textos, 2010.
    CPRM – SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL. Carta Geológica de Brusque. Brasília: CPRM, 2014.
    DAS, Braja M. Fundamentos de engenharia geotécnica. 6ª ed. São Paulo: Thomson, 2007. 561 p.
    DELL’AVANZI, E.; SAYÃO, A.S.F.J. Avaliação da probabilidade de ruptura de taludes. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE MECÂNICA DOS SOLOS E ENGENHARIA GEOTÉCNICA, 11., COBRAMSEG, Brasília, 1998. Anais…, Brasília, 1998, v. 2, p. 1289-1295.
    FIORI, Alberto Pio; CARMIGNANI, Luigi. Fundamentos de mecânica dos solos e das rochas: aplicações na estabilidade de taludes. 2ª ed. rev. e ampl. Curitiba: Ed. UFPR, 2009.
    FONSECA, Jairo Simon; MARTINS, Gilberto de Andrade. Curso de Estatística. 6ª ed. São Paulo: Atlas, 1996.
    GUIDICINI, Guido e NIEBLE, Carlos M. Estabilidade de taludes naturais e de escavação. São Paulo: Edgar Blücher, 1984.
    LAPPONI, Juan Carlos. Estatística Usando Excel. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.
    MACHADO, Sandro Lemos, MACHADO, Miriam de Fátima. Mecânica dos solos II:
    conceitos introdutórios. Salvador, 1997.
    MASSAD, Faiçal. Obras de terras: curso básico de geotecnia. 2 ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2010.
    PINTO, Carlos de Sousa. Curso básico de mecânica dos solos em 16 aulas. 2ª ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2002.
    REBELLO, Yopanan C. P. Fundações – Guia prático de projeto, execução e dimensionamento. São Paulo: Zigurate Editora, 2008. 240 p.
    SPIEGEL, Murray Ralph. Estatística. 2ª ed. São Paulo: MacGraw-Hill do Brasil, 1985.
    WHITMAN, R.V. Evaluating calculated risk in geotechnical engineering. The Seventeenth Terzaghi Lecture, Journal of Geotechnical Engineering, ASC, 1984.

  • Regularização Fundiária – Novo Marco Regulatório

    Regularização Fundiária – Novo Marco Regulatório

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    No dia 11 de julho do corrente ano, foi sancionada a lei de regularização fundiária, Lei Federal n° 13.465, advinda da Medida Provisória 759, de 22/12/2016. A nova lei flexibiliza as exigências e permite a regularização de núcleos informais consolidados e estabelecidos até o dia da publicação da MP 759, além de inibir que novas áreas irregulares que possam surgir daqui para frente.

    Desde 2008, Santa Catarina já conta com um programa de regularização fundiária chamado de Lar Legal, onde o Conselho de Magistratura, com o aval do Ministério Público, criou condições para resolver os problemas fundiários que hoje, em Santa Catarina, estimam-se em mais de 300 mil unidades com alguma irregularidade. Neste caso os processos receberiam, além da chancela da prefeitura municipal e dos órgãos ambientais, o crivo do judiciário para então ser enviado a Cartório de Registro de Imóveis da localidade.

    A nova lei inovou em vários aspectos. O primeiro, é que todo o processo correrá de forma administrativa (prefeitura e cartório de registro de imóveis), cada qual com o seu prazo legal fixado, não podendo passar de 10 meses para análise à abertura de matrícula. Segundo, poderá ser realizado em área rural, independentemente da expansão urbana criada por lei municipal, podendo possuir área inferior ao módulo fiscal mínimo da localidade. O terceiro é a criação de um novo direito real (Direito de Laje), inserido no rol do art. 1.225 do Código Civil. Ainda, traz dispositivos sobre a liquidação de créditos concedidos aos assentados da reforma agrária, procedimentos de alienação de imóveis da União, a legitimação fundiária e a legitimação por posse.

    A nova lei está sendo vista como um novo marco regulatório da regularização fundiária no país. Os municípios que saíram na frente poderão presenciar ainda na atual gestão um avanço significativo tanto arrecadatório, quanto na atualização cadastral, na valorização patrimonial, no avanço da infraestrutura, no incentivo ambiental no que tange ao esgotamento sanitário, por consequência, contribuindo para um crescimento considerável em seu IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).

    Autor: Sidney Carvalho
    Sidney Carvalho é engenheiro civil pela UDESC, com mestrado em Infraestrutura e Gerência Viária pela UFSC. Atualmente é sócio e diretor técnico da empresa Versal Engenharia e Consultoria Ltda., sediada em Joinville SC.

  • Projetos Urbanísticos concepção, aprovação e execução.

    Projetos Urbanísticos concepção, aprovação e execução.

     

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           A concepção de projetos urbanísticos são recorrentemente desenvolvidos em vazios urbanos, como grandes terrenos, passiveis de receber a implantação de projetos privados como loteamentos, condomínios residenciais ou comerciais, ou projetos de interesse público como, obras de melhoria da mobilidade urbana e serviços a população, grandes empreendimentos, revitalização de áreas naturais (mesmo dentro de áreas urbanas) e a revitalização de ocupações precárias onde há uma degradação quanto à qualidade do espaço, associado a um baixo desenvolvimento humano, proveniente do grau de vulnerabilidade a que são expostas as populações que ali habitam.

           Os projetos urbanos atuais merecem levar em consideração à aplicação de múltiplos usos com a priorização de tecnologias favoráveis a sustentabilidade e melhoria da qualidade de vida. Em áreas de tráfego intenso as soluções concentram-se na integração de modais, compatibilizando transportes de massa como, por exemplo, as linhas Bus Rapid Transit – BRT,  Veículo Leve Sobre Trilhos – VLT e bicicletas, como na cidade de Copenhague capital da Dinamarca, onde atualmente mais de 37% das viagens são feitas por bicicleta (GEHL, Jan. Cidades para pessoas, 2014). As áreas dimensionadas com passeios espaçosos proporcionam conforto aos usuários, pois o uso do carro é consciente e a distribuição de áreas verdes são pontos prioritários na idealização dos projetos urbanos. As participações da população, nas etapas de elaboração de grandes projetos reforçam o sucesso na concepção do planejamento urbano.

           Os Arquitetos Urbanistas são os principais atores na concepção de um projeto urbano, além deste profissional equipe de desenvolvimento da Versal Engenharia e Consultoria conta com Engenheiros Ambientais responsáveis por auxiliar no planejamento regional e urbano ordenado com o meio ambiente ocupado; Engenheiros especializados em infraestrutura, estudos de tráfego viário e geotecnia, entre outros profissionais para desenvolvimento dos projetos executivos que compõem um projeto urbanístico.

           A etapa de aprovação dos projetos urbanísticos passa pelas avaliações, das secretarias municipais de planejamento urbano e pelos órgãos ambientais municipais, estaduais ou federais, estes em conjunto são responsáveis pela análise e permissão de instalação dos projetos. As equipes técnicas governamentais verificam se o projeto apresentado atende a legislação urbanística e ambiental vigente, também determinam se o projeto precisará passar por audiência pública e parecer do conselho da cidade.Com as etapas predecessoras de planejamento bem definidas e projeto executivo aprovado chega ao momento da execução. Projetos de alta qualidade estabelecem uma direção favorável a excelência nas obras, controlando recursos e promovendo benfeitorias que, transformam-se em áreas de alto valor agregado e verdadeiros desenhos em harmonia com a natureza.

  • A Prova Dinâmica Super Pesada – DPSH

    A Prova Dinâmica Super Pesada – DPSH

    INVESTIGAÇÃO GEOTÉCNICA COM O USO DA PROVA DINÂMICA CONTÍNUA

    A empresa VERSAL Engenharia e Consultoria Ltda., parabeniza o seu sócio e diretor técnico, Eng. Sidney Carvalho, pela conquista na aprovação de sua dissertação de mestrado, defendida em 24/02/17, nas dependências da Universidade Federal de Santa Catarina, cujo tema foi:  “A Prova Dinâmica Super Pesada – DPSH: Uma Proposta de Correlação com a Sondagem de Simples Reconhecimento SPT”.

    Pelo seu ineditismo, o trabalho mostrou que há uma forte aproximação com o tradicional ensaio geotécnico SPT (NBR-6484:2001), podendo ser usado em todos os tipos de obras para diminuir a variabilidade inerente causada pelo uso de apenas um tipo de investigação. Nas palavras do autor, não há competição entre esses dois ensaios e sim complementação, e por assim ser, é validado o seu uso híbrido, apensar de sua norma internacional (ISO 22476:2:2005) permitir trabalhar isoladamente. Complementa ainda que ambos os ensaios SPT e DPSH dividem o fato de possuírem o mesmo princípio dinâmico, alcançarem a mesma profundidade, além de compartilharem de mesma energia teórica, tendo o DPSH algumas vantagens que superam o SPT, quais sejam:

    • Está normalizado pela norma da ISO, portanto válido no Brasil. É irmão maior do conhecido DPL (Prova Dinâmica Leve), além de ser muito usual em países da Europa e Continente Africano;
    • Altura de queda do martelo de 75cm é garantida pelo disparo automático do martelo de 63,5Kg, independentemente da ação do operador, uma vez que a máquina utilizada neste experimento possuía dispositivos hidráulicos que permitia trabalhar numa frequência de 30 golpes/minuto;
    • Possui alta produtividade em campo (em média 45 metros/dia), ou seja, cerca de três vezes mais do que a produtividade usual do SPT;
    • O levantamento dos índices de resistência do solo é feito a cada 20cm de todo o seguimento investigado, ou seja, testa todo o metro de forma contínua, não havendo alívio de tensões por desagregação do solo ou retirada de amostras;
    • Redução do número de operadores envolvidos, portanto, menor custo para a empresa com a mão de obra e menor preço dos serviços a ser repassado ao cliente;
    • Propõe-se a diminuir a quantidade de ensaios SPT programado, portanto, menores custos com a investigação;
    • Pode ser usado como sondagem preliminar e assim servir como elemento decisório em estudo de viabilidade técnico-econômico para aquisição de terreno ou gleba, além de poder estimar o custo com as fundações;
    • A norma NBR – 11.682:2009 – Estabilidade de Encosta (item 6.5.2.1), já prevê o uso de penetrômetros como um dos ensaios diretos de investigação para levantamento de parâmetros geotécnico;
    • Pela equação do modelo proposto é possível concluir que a variação do NSPT é causada pela variação do NDPSH e para facilitar o uso, foi apresentado um ábaco permitindo predizer o índice SPT equivalente (NSPT(eq)) quando obtido do NDPSH.
    • Pela forte correlação encontrada com o ensaio SPT, pode ser aplicado como parâmetro geotécnico para estudo de capacidade de carga e dimensionamento de fundações rasas ou profundas;
    • Busca diminuir a variabilidade contida em um único tipo de ensaio, portanto, o seu uso conjugado com o SPT é mais aconselhável, passando de uma investigação quantitativa para qualitativa.

    O trabalho será divulgado na íntegra nos principais periódicos do Brasil e em breve o seu resumo poderá ser baixado no site da Versal Engenharia.

    Além disso, o Eng. Sidney já possui formatada uma apresentação sobre o tema e que poderá ser proferida em congressos, faculdades, entidades de classes e outras associações de engenharia que possam vir se interessar pelo tema.

  • Georreferenciamento e prazos para regularização fundiária: Não tenha surpresas em 2017!

    Georreferenciamento e prazos para regularização fundiária: Não tenha surpresas em 2017!

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    O assunto da regularização fundiária rural teve grande repercussão em 2016 devido as novas medidas de ordenamento do solo e prorrogação dos prazos para o cadastramento do imóvel rural.

    A implantação do Cadastro Ambiental Rural – CAR para todos os imóveis rurais e obrigatoriedade de georreferenciamento certificado para imóveis com mais de 100 hectares já acontece este ano. A contratação do serviço necessita de atenção, este que deve sempre ser feito por empresa especializada credenciada junto ao Incra.

    Caso os prazos não forem cumpridos, as penalidades variam desde a proibição da venda, desmembramento e alienação fiduciária, além de multa e juros de mora.

    A Versal Engenharia e Consultoria é uma empresa credenciada junto ao Incra, com equipe técnica multidisciplinar que terá satisfação em atendê-los.

    Agende uma visita em seu imóvel conosco, atendemos todo a região Sul!

    Para maiores informações nos contate:

    Joinville: 47 3028-9929

    Itajaí: 47 3045-6633

  • Topografia Georreferenciada

    Topografia Georreferenciada

    Você sabia?

    A topografia e a agrimensura são ciências atreladas indispensáveis em projetos de engenharia, sendo o georreferenciamento um requisito para os atuais serviços nestas áreas.

    Para melhor atendê-los, a Versal Engenharia e Consultoria por meio de sua Divisão de Topografia disponibiliza topografia urbana e rural georreferenciada, garantindo a demarcação exata do imóvel e o fornecimento de plantas de engenharia.

    A partir deste, pode-se desenvolver projetos topográficos como retificação, unificação, desmembramento, avaliação de títulos imobiliários, assim como desdobrar em projetos de infraestrutura como terraplenagem/drenagem, loteamentos, estudos ambientais, rodovias, estudo de encostas entre outros.

    Para maiores informações nos contate:

    Joinville: 47 3028-9929

    Itajaí: 47 3045-6633

  • Versal Engenharia e Consultoria no COMBRAMSEG 2016

    Versal Engenharia e Consultoria no COMBRAMSEG 2016

    O nosso diretor técnico, Eng.° Sidney Carvalho, participou da 18ª edição do COBRAMSEG – Congresso Brasileiro de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica, em Belo Horizonte/MG, nos dias 19 a 22 de outubro.

    O congresso ocorre a cada dois anos e costuma reunir os maiores especialistas e pesquisadores do país da área da mecânica dos solos e das rochas.

    Com o tema  “O Futuro sustentável do Brasil passa por Minas” o evento buscou remeter à condição primordial de coexistência entre a exploração consciente de nossos maiores recursos naturais e a responsabilidade de desenvolvermos projetos que proporcionem uma melhor qualidade de vida para as próximas gerações que receberão este legado.

    Esta edição, uma preocupação maior é dada a área ambiental, tanto que equipamentos, produtos e metodologias estão cada vez mais acessíveis para prever e solucionar problemas voltados aos solos e água, bem como sua interação com o ambiente construído.

    Ainda no primeiro dia, foi ministrado minicursos específicos. Por ser especialista na área de solos, nosso diretor participou de um minicurso voltados às investigações do solo onde foram detalhadas as sondagens especiais, tais como os ensaios CPT, CPTu, DMT e SDMT, assim como as interpretações resultantes dos boletins gerados por cada ensaio.

    Segundo o diretor, o engenheiro especialista sempre deve estar atento às novas metodologias e tecnologias de sua área de atuação. Deve se preocupar em buscar a excelência em suas atividades, mesmo que localmente, solicitações específicas não sejam tão comuns. Ocorre que o engenheiro deve pensar à frente de seu tempo e estar sempre preparado a atender solicitações não comuns em seu dia-a-dia. Além disso, deve estar preparado para atuar em grandes projetos e obras, fora de sua cidade e país.

    Finalmente considerou que o congresso foi de suma importância para suas atividades na Versal Engenharia e agora sua preocupação será repassar esses conhecimentos aos colaboradores direto de sua área na empresa. Sustentou dizendo que “ o engenheiro geotécnico, para se manter no mercado e ser reconhecido como tal,  é preciso se preocupar com as investigações do solo onde ficarão apoiadas as estruturas de fundação.

    Projetar e dimensionar os elementos estruturais mediante relatórios de sondagem convictos, controlar e exigir a qualidade dos materiais e mão-de-obra e implantar um sistema de monitoramento durante e depois das obras, passa ser as diretrizes primordiais na geotecnia. A partir dessas ações, o engenheiro poderá facilmente projetar e  antever problemas com reduzido investimento.

    Esse é o propósito da engenharia, projetar economicamente as edificações, buscando a economia e segurança ao longo de sua vida útil”.

  • Regularização de Acesso às Rodovias

    Regularização de Acesso às Rodovias

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    Para uma empresa estabelecer acesso as rodovias federais e estaduais, assim como em suas respectivas marginais, deverá apresentar um projeto de acesso viário ao órgão ou empresa que realiza a gestão da rodovia.

    Tal projeto deverá seguir legislação vigente, sendo elaborado de acordo com manuais do DNIT e Normas ABNT.

    A Versal Engenharia e Consultoria é especializada em projetos executivos de infraestrutura viária, com experiência comprovada pelo DEINFRA e Autopista Litoral Sul. Além de projetar e promover consultoria para aprovação, realizamos supervisão de obras.

    Deste modo, aliamos rapidez, procedência e redução de custos, garantindo o acesso permanente, a segurança viária e a valorização do imóvel para o cliente colaborando para o sucesso de seu empreendimento!

  • PRORROGAÇÃO DO CADASTRO AMBIENTAL RURAL (CAR)

    PRORROGAÇÃO DO CADASTRO AMBIENTAL RURAL (CAR)

    O senado aprovou no dia 17 de maio de 2016 uma medida provisória que prorroga para 31 de dezembro de 2017 o prazo para que pequenos produtores rurais e agricultores familiares façam o Cadastro Ambiental Rural (CAR) de seus imóveis. A prorrogação assegura que os proprietários e posseiros de pequenas propriedades que ainda não fizeram o cadastro não sejam prejudicados no acesso aos benefícios previstos no Código Florestal.

    Os proprietários que não cumprirem o prazo vão perder o direito aos benefícios do Programa de Regularização Ambiental (PRA) e também ficarão sujeitos a restrições de crédito agrícola a partir de 2017.

    A Versal Engenharia possui profissionais qualificados para realizar a inscrição dos imóveis rurais no CAR. Estaremos à disposição para maiores dúvidas e esclarecimentos.

     

    CAR
    Fonte: http://www.ariranhaonline.com/

  • 1ª EDIÇÃO DO INFORMATIVO TÉCNICO DA VERSAL

    1ª EDIÇÃO DO INFORMATIVO TÉCNICO DA VERSAL

    É com orgulho que a VERSAL Engenharia e Consultoria Ltda. lança a 1ª edição (Edição 00) de seu informativo técnico, primeiramente no formato digital e com matérias resumidas da área de engenharia de infraestrutura.

    Tenha acesso por meio do link:
    http://issuu.com/versal.engenharia/docs/revista_digital_versal_engenharia

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    Boa leitura!

  • MODERNIZAÇÃO NO SISTEMA VIÁRIO NO NORTE DA CAPITAL CATARINENSE

    MODERNIZAÇÃO NO SISTEMA VIÁRIO NO NORTE DA CAPITAL CATARINENSE

    Já estão em execução às obras de construção da via marginal a Rodovia SC 401 na área perimetral do Sapiens Parque em Cachoeira do Bom Jesus – Florianópolis. A Versal e Consultoria Ltda. aprovou junto ao DEINFRA/SC projeto executivo que conta com passagem subterrânea de fauna (mitigando acidentes) e garante três acessos diretos ao Parque Tecnológico, sendo dois destes diretamente a área da Arena Sapiens – Complexo de Cultura, Eventos, Lazer e Esportes. Com quase um quilômetro a mais de rodovia marginal duplicado, que conjuntamente com novo viaduto que liga o final da SC 401 a Av. Luiz Boiteux Piazza (acesso principal de Canasvieiras e ligação as Praias do Norte da Ilha), modernizam o tráfego rodoviário na Capital.  Também estão fase de aprovação junto Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis projetos executivos de modernização da Av. Luiz Boiteux Piazza.

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    Fig. 1 – Imagem do início das obras de terraplenagem.
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  • PROJETO MELHORA O TRÁFEGO NA ENTRADA DA BR 101 AO PORTO DE ITAJAÍ

    PROJETO MELHORA O TRÁFEGO NA ENTRADA DA BR 101 AO PORTO DE ITAJAÍ

    Projeto executivo elaborado pela empresa Versal Engenharia e Consultoria cria alças na interseção do Km 117 – BR 101, isso otimiza o pesado tráfego no acesso ao Porto de Itajaí, SC 412 e a Rodovia Federal. As novas alças facilitam os retornos nos sentidos Norte – Joinville e Sul – Florianópolis sem cruzar os acessos Leste e Oeste de Itajaí e Blumenau SC.

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    Fig. 1 – Obras em execução BR 101 – Itajaí SC (04/2016)
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    Fig. 2 – Preview do Projeto
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  • CADASTRO AMBIENTAL RURAL (CAR) TEM SEU PRAZO FINAL EM 05/05/2016.

    CADASTRO AMBIENTAL RURAL (CAR) TEM SEU PRAZO FINAL EM 05/05/2016.

    Criado pela Lei 12.651/12 (Novo Código Florestal), o Cadastro Ambiental Rural (CAR) é um registro eletrônico, obrigatório para todos os imóveis rurais, formando base de dados estratégicos para o controle, monitoramento e combate ao desmatamento das florestas e demais formas de vegetação nativa do Brasil, bem como para planejamento ambiental e econômico dos imóveis rurais.

    Na inscrição do imóvel no CAR será exigido do proprietário: (1) a sua identificação; (2) a comprovação da propriedade ou da posse e (3) a identificação do imóvel por meio de planta e memorial descritivo contendo a indicação das coordenadas geográficas, e informar, se houver, a localização de áreas protegidas (remanescentes de vegetação nativa, Áreas de Preservação Permanente, Áreas de Uso Restrito, áreas consolidadas e Reserva Legal).

    O prazo para inscrição dos imóveis rurais no CAR é até dia 05/05/2016. Conforme boletim informativo do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), referente a Fevereiro de 2016, o estado de Santa Catarina possui um percentual de área cadastrada de 69,71% (4.226.162 ha).

    A Versal Engenharia possui profissionais qualificados para inscrição dos imóveis rurais no CAR.

    Estaremos à disposição para maiores dúvidas e esclarecimentos.

     

  • DIMENSIONAMENTO DO NÚMERO MÍNIMO DE FUROS DE SONDAGENS

    DIMENSIONAMENTO DO NÚMERO MÍNIMO DE FUROS DE SONDAGENS

    A Versal Engenharia está disponibilizando o material abaixo no intuito de colaborar com os engenheiros projetistas, assim como os seus clientes reproduzindo, de forma resumida, os critérios normativos acerca do dimensionamento do número mínimo de furos de sondagens nas campanhas de investigação do solo, tanto para a construção civil e obras de arte, quanto para projetos de infraestruturas (estradas, rodovias e autopistas):

    Clique Aqui: Dimensionamento do número mínimo de furos de sondagens nas campanhas de investigação do solo

    Tal iniciativa se justifica devido aos inúmeros pedidos que a empresa vem recebendo de clientes que buscam essas informações específicas.

    Estaremos à disposição para eventuais dúvidas e esclarecimentos.

     

     

  • REVISÃO DO VALOR DO IPTU/2016

    REVISÃO DO VALOR DO IPTU/2016

    Já a partir do início de dezembro de 2015, a Prefeitura Municipal de Joinville começa enviar aos imóveis cadastrados em seu sistema, os carnês de IPTU/2016 – Imposto Predial e Territorial – tendo sido tal imposto reajustado em 9,93%, correspondendo à inflação dos últimos 12 meses medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA/IBGE.

    Este ano a Prefeitura Municipal adotou duas faixas de descontos para pagamento em parcela única. A primeira faixa vence no dia 06/01/2016, com desconto de 10%,  a segunda faixa permite pagar com desconto de 8% até o dia 11/02/2016.

    Na contracapa do carnê, em destaque, é informado que os pedidos de revisão devem ser protocolados (pessoalmente ou na internet) até o dia 05 de fevereiro de 2016, juntando para isso o requerimento com laudo de avaliação fundamentado.

    A Lei Complementar Municipal sob n° 389, de 27/09/2013, dispõe sobre a metodologia para o cálculo do valor do IPTU no Município de Joinville, implementando alíquotas diferenciadas. A base de sustentação e informação acerca dos terrenos advém da Planta Genérica de Valores (Lei Complementar n° 197, de 21/12/2005), elaborada por comissão de profissionais ligados ao mercado imobiliário. Ainda do Cadastro Técnico Multifinalitário se extraem as informações das edificações e benfeitorias erigidas sobre o terreno. Tudo isso permite calcular os impostos como ITBI – Impostos de Transmissão de Bens Imóveis – e IPTU.

    Vez por outra, a planta de valores e o cadastro técnico municipal, por serem “genéricos” não conseguem absorver e acompanhar todas as informações dinâmicas que o imóvel sofre no tempo, provocando disparidades entre as informações contidas nessas fontes, provocando desequilíbrios nas alíquotas e nos fatores utilizados, podendo tanto elevar quanto reduzir o valor dos referidos impostos.

    Inúmeros motivos levam à desatualização do cadastro técnico municipal, tais como desmembramentos, unificações, alterações da área edificada, vocação do imóvel, terreno baldio ou não, cobrança em duplicidade da COSIP, presença ou ausência de calçada e meio-fio, aspectos da topografia, pedologia (ocorrência de alagamentos) etc, além de erros no lançamento das informações no cadastro.

    VERSAL Engenharia e Consultoria Ltda., possui amplo expertise em Avaliações de Imóveis Urbanos e Rurais e vem frequentemente atuando nas revisões dos impostos como IPTU e ITBI na esfera administrativa e judicial. Além disso, executa demais atividades relacionadas à obtenção do valor comercial da propriedade. Possui um corpo técnico formado por engenheiros e arquitetos legalmente habilitados nas respectivas áreas do saber e com familiaridade no manuseio das normas técnicas da ABNT.

    Ainda, através de seu amplo banco de dados, Softwares e tecnologia de pesquisa imobiliária a Engenharia de Avaliações tratada pela VERSAL busca subsidiar tomadas de decisões em inúmeras operações. Baixando o folder abaixo, é possível conhecer inúmeros trabalhos que a empresa desenvolve nesta área.

    BAIXE AQUI: Folder de Avaliação de Imóveis e Perícias de Engenharia

    Revisões e atualizações nos impostos prediais, territoriais, de transmissão e laudêmios;

    Balanços patrimoniais;

    Separações ou cisões de empresa;

    Desapropriações e servidões administrativas;

    Transações de compra, venda, permuta e locação;

    Decisões judiciais.

    Portanto, havendo dúvidas ou elementos que levem ao desequilíbrio de informações e que possam estar causando distorções nos valores dos impostos ou mesmo à busca do valor comercial do bem imóvel para outras finalidades, a VERSAL Engenharia e Consultoria Ltda., poderá ser consultada.

     

  • Regularização Fundiária

    Regularização Fundiária

    A Versal Engenharia e Consultoria Ltda., é uma empresa genuinamente joinvilense, consolidada e reconhecida no mercado regional e nacional, possuindo, dentre outras atividades, a topografia que busca auxiliar questões voltadas ao direito da terra e sua regularização, respeitando para isso, as legislações e normas brasileiras.

    Através da sua Divisão de Topografia (DTP), a Versal Engenharia se preparou para desenvolver seus projetos e vir atender o programa federal, estadual e municipal de Regularização Fundiária.

    brasil.gov.br

    Fonte: www.brasil.gov.br

    Os serviços prestados pela Versal Engenharia têm como justificativa a participação nas práticas de campo para atender as especificações contidas nos processos de retificação de área, usucapião e o Programa Lar Legal. Desta forma, permitirá a regularização de terras (lotes de glebas) localizadas em áreas urbanas e rurais e que se encontram em situação irregular, buscando permitir que os interessados possam pleitear a regularização de suas terras, junto aos órgãos públicos e/ou em trâmites judiciais.

    www.jaruonline.com.br

    Fonte: www.jaruonline.com.br

    Finalmente, a Versal Engenharia está preparada para atender os interesses coletivos ou individuais dos que pretendem ter suas terras regularizadas por meio das leis vigentes.

    Alcançar a confiabilidade e segurança em seus trabalhos, reforça o destaque da Versal Engenharia como uma empresa de referência neste segmento.

  • Sondagem CPTu – RJ

    Sondagem CPTu – RJ

    No último mês de setembro/15, a Divisão Geotécnica, através da filial da Versal Engenharia no Rio de Janeiro, participou de uma campanha de sondagem em Duque de Caxias/RJ. Executou as sondagens ditas especiais como o ensaios CPTu – Piezocone Penetration Test e ensaio VST – Vane Test Ensaio, ambos usados para investigar depósitos de argila mole.

    Conforme os perfis estratigráficos dos ensaios SPT realizados no mesmo local, bem como pela geologia da região (Qha – Depósito Colúvio-Aluvionar: Depósitos fluviais e flúvio-marinhos areno-síltico-argilosos com camadas de cascalheiras associados a depósitos de tálus, e sedimentos lacustrinos e de manguezais retrabalhado), confirmaram a necessidade de se investigar essa argila, que serviu para avaliar a capacidade geotécnica de suporte do solo, o que deverá contribuir para viabilizar o empreendimento com área de construção de 7.305,35 m².

    Abaixo, algumas fotos das sondagens (clique para ampliá-las).

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    Foto 1 – Instalação da máquina penetrométrica.

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    Foto 2 – Execução do CPTu, com os índices sendo mostrados na tela do Notebook.

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    Foto 3 – Vista panorâmica do local.

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    Foto 4 – Instalação do equipamento Vane Test (tipo A)

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    Foto 5 – Execução do ensaio.

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    Figura 1 – Mapa Geológico do local

  • O Maior Projeto Subterrâneo de Santa Catarina

    O Maior Projeto Subterrâneo de Santa Catarina

    No segundo semestre de 2015 a empresa Versal Engenharia e Consultoria Ltda. aprovou junto as Centrais Elétricas de Santa Catarina – CELESC, ‘’o maior projeto executivo subterrâneo de distribuição de energia elétrica, infraestrutura para comunicação e iluminação viária do Estado de Santa Catarina’’.

    Trata-se de um moderno sistema que atenderá as vias do Parque Tecnológico do Sapiens Parque, localizado em Florianópolis/SC, possuindo 146 unidades, desta fase de implantação. A visão do projeto é proporcionar serviços de alta qualidade e complexidade aliados à preservação da paisagem natural e construída.

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    Fig. 1 – Imagem do Master Plan Sapiens Parque – Florianópolis

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    Fig. 2 – Desenho do projeto de iluminação viária

     

     

  • ESCLEROMETRIA

    ESCLEROMETRIA

    • Objetivos

    Avaliar a dureza superficial do concreto sem causar perda de resistência do elemento estrutural ensaiado, utilizando um aparelho denominado esclerômetro de reflexão (ou Martelo Schmidt). Fornece elementos para a avaliação da qualidade do concreto endurecido que se correlacionam com a sua resistência à compressão.

    • Características
    • Trata-se de um ensaio não destrutivo (END) de manutenção preventiva.
    • Execução rápida e simples.
    • Baixo custo por campanha.
    • Sua confiabilidade aumenta quando adotado em conjunto com controle tecnológico do concreto.
    • Metodologia

    – ABNT NBR 7584/2012 – Concreto Endurecido – Avaliação da Dureza Superficial pelo Esclerômetro de Reflexão – Método de Ensaio.

  • PIT – ENSAIO DE INTEGRIDADE DE ESTACAS

    PIT – ENSAIO DE INTEGRIDADE DE ESTACAS

    Na constante busca pela inovação, qualidade e excelência nos serviços prestados à construção civil, a VERSAL ENGENHARIA inova no Controle Tecnológico de Concreto e passa a disponibilizar o ensaio PIT (ensaio de integridade de estacas), que tem como objetivo avaliar o desempenho das fundações.

    Para saber mais, acesse o material abaixo:

    Clique aqui: PIT (ensaio de integridade de estacas)

  • AMOSTRADOR SHELBY

    AMOSTRADOR SHELBY

    • Método

    É um ensaio para coleta de amostras indeformadas de solo, ou seja, é a remoção de uma porção de solo exatamente como ela se encontra na natureza, mantendo suas propriedades físicas originais. O amostrador para retirada de amostras indeformadas mais amplamente difundido na prática da engenharia geotécnica nacional é o amostrador de pistão Shelby.

    • Objetivos

    Possibilitar estudos geotécnicos em amostras indeformadas, capazes de determinar as propriedades físicas do solo in situ, como coeficientes de permeabilidade e de resistência ao cisalhamento.

    • Produtividade em Campo

    Varia de acordo com a profundidade necessária para coleta da amostra indeformada.

    • Metodologia

    – ABNT NBR 9820/1997 – Coleta de Amostras Indeformadas de Solos de Baixa Consistência em Furos de Sondagem – Procedimento.

  • DPM – `DINAMIC PROBING MEDIUM`

    DPM – `DINAMIC PROBING MEDIUM`

    • Método

    É um ensaio de penetração tipo dinâmica. Constitui-se na cravação de um conjunto de haste e ponteira cônica, onde se conta o número de golpes necessários para penetrar 20 cm no solo. Possui alcance máximo de 10 metros. Ideal para medir a resistência do solo de pouca profundidade, ou seja, indicado para obras de pequenas cargas e quando suas fundações forem do tipo direta.

    • Resultados

    Fornece medidas de resistência do solo, que podem ser correlacionadas com as medidas do ensaio SPT.

    • Objetivos

    Medir continuamente a resistência do solo a cada 20 cm, com profundidade limitada em até 10 metros.

    • Produtividade em Campo

    Média de 45,00 metros por dia.

    • Metodologia
      EN ISO 224476-2:2005 – Dynamic Probing.
  • DPSH – `DINAMIC PROBING SUPER HEAVY`

    DPSH – `DINAMIC PROBING SUPER HEAVY`

    • Método

    É um ensaio de penetração dinâmica com registro contínuo, similar ao ensaio de sondagem SPT. É executado utilizando um equipamento apropriado, dotado de um sistema mecânico e automático, com reduzida perda de energia e influência humana. O ensaio consiste na cravação, à percussão, de um conjunto de hastes e ponteira cônica, com dimensões padronizadas que penetram no solo devido à ação de um martelo de massa e altura pré-estabelecidas, contabilizando-se o número de golpes. O valor N20 é o resultado do número de golpes exercido sobre o conjunto, necessários para cravar a ponteira a cada 20 cm, sem a extração de amostras.

    • Resultados

    Fornece medidas de resistência do solo, que podem ser correlacionadas com as medidas do ensaio SPT e CPT.

    • Objetivos

    Medir continuamente a resistência do solo a cada 20 cm.

    • Produtividade em Campo

    Média de 45,00 metros por dia.

    • Metodologia
      EN ISO 224476-2:2005 – Dynamic Probing.
  • CPT (`CONE PENETRATION TEST`) / CPTU (`PIEZOCONE PENETRATION TEST`)

    CPT (`CONE PENETRATION TEST`) / CPTU (`PIEZOCONE PENETRATION TEST`)

    Método

    É um ensaio de penetração quasi-estática. Consiste na cravação contínua de um conjunto formado por hastes e ponteira (cone e luva de atrito), a uma velocidade constante e padronizada, medindo a resistência de ponta e nas superfícies laterais, a cada 20 cm. O ensaio tem como objetivos a determinação do perfil do solo, simular o comportamento de estacas, obter medidas de pressão neutra cumulado com o teste de dissipação, bem como avaliar parâmetros geotécnicos baseados na medição da resistência oferecida pelo solo à penetração do cone de ponta (qc) e do atrito mobilizado ao longo de uma manga cilíndrica lateral (fs).

    • Resultados

    Medidas de resistência de ponta (qc) e atrito lateral (fs) plotados contra a profundidade. Estimativa da classificação do solo (por Lune e Robertson). Permite obter parâmetros geotécnicos para as obras de engenharia civil.

    • Produtividade em Campo

    Média de 20,00 metros por dia.

    • Metodologia
      ABNT NBR 12069/1991 – Solo – Ensaio de Penetração de Cone In Situ (CPT) – Método de Ensaio.
      – ASTM D-5778-95 –“Standard Test Method for Performing Eletronic Friction Cone and Piezocone Testing of Soils”.
      ASTM D-3441-95 –“Standard Test Method for Deep, Quasi-Static, Cone and Friction-Cone Penetration Tests of Soils”
      EN ISO-22476-1 – Electrical cone and piezocone penetration tests.
  • SONDAGEM SPT – `STANDARD PENETRATION TEST`

    SONDAGEM SPT – `STANDARD PENETRATION TEST`

    • Método

    É um ensaio de penetração dinâmica. Constitui-se na obtenção de um índice (NSPT), que se obtém pela quantidade de golpes de um amostrador padrão, necessários para penetrar no solo 30 cm finais de uma penetração de 45 cm, conjugada com a extração de amostra a cada metro para fins de classificação física e pela desagregação do solo dos últimos 55 cm (por lavagem ou por trados helicoidais). Permite avaliar a capacidade de carga do solo e correlacionar parâmetros geotécnicos para as obras de engenharia civil.

    • Resultados

    Obtenção de um valor numérico de ensaio que pode ser relacionado com parâmetros empíricos de projeto. Relatório dotado de planta de locação dos furos de sondagem com cotas e RN (referência de nível), índice de resistência à penetração NSPT, profundidade e limite de sondagem à percussão e/ou ao trépano de lavagem e observação do nível do lençol freático, se existente na ocasião do ensaio. Extração de amostras e definição da estratigrafia do subsolo.

    • Produtividade em Campo

    Média de 15 metros por dia, com o SPT manual.

    Média de 30 metros por dia, com o SPT mecanizado.

    • Metodologia
      ABNT NBR 6484/01 – Solo – Sondagem de Simples Reconhecimento SPT – Método de Ensaio.
      – EN ISO 22476-3 – Standard Penetration Test.
  • SONDAGEM A TRADO

    SONDAGEM A TRADO

    • Método

    Constituem na extração de amostra do subsolo superficial de forma rápida e barata, até a camada resistente suportável, utilizando equipamentos manuais simples. Permite observar alterações físicas do solo em horizontes superficiais, bem como o nível do lençol freático, quando existente nas camadas exploradas.

    • Resultados

    Relatório dotado de planta de locação dos furos de sondagem com cotas e RN (referência de nível), profundidade limite de sondagem e observação do nível do lençol freático, se existente na ocasião do ensaio. Determinação do perfil estratigráfico do solo em pequenas profundidades. Permite realizar ensaios de caracterização do solo para o dimensionamento de pavimentos e investigação de passivos ambientais superficiais.

    • Produtividade em Campo

    Média de 8 furos com 3,00 metros por dia.

    • Metodologia

      – ABNT NBR 9603/86 – Sondagem a Trado.
  • Revisão do valor do IPTU/2015

    Já a partir do início de dezembro de 2014, a Prefeitura Municipal de Joinville
    enviou, às residências cadastradas em seu sistema, os carnês de IPTU/2015 – Imposto
    Predial e Territorial – tendo sido tal imposto reajustado em 6,59%, correspondendo à
    inflação dos últimos 12 meses. O primeiro prazo para pagamento único e com
    desconto de 10% ocorrera no último dia 07 do corrente mês e o segundo, com
    desconto de 8%, encerra em 13/02/2015.

    A Lei Complementar Municipal sob n° 389, de 27/09/2013, dispõe sobre a
    metodologia para o cálculo do valor do IPTU no Município de Joinville, implementando
    alíquotas diferenciadas. A base de sustentação e informação acerca dos terrenos
    advém da Planta Genérica de Valores (Lei Complementar n° 197, de 21/12/2005),
    elaborada por comissão de profissionais ligados ao mercado imobiliário. Ainda do
    Cadastro Técnico Multifinalitário se extraem as informações das edificações e
    benfeitorias erigidas sobre o terreno. Tudo isso permite calcular os impostos como ITBI
    – Impostos de Transmissão de Bens Imóveis – e IPTU.
    Vez por outra, a planta de valores e o cadastro técnico municipal, por serem
    “genéricos” não conseguem absorver e acompanhar todas as informações dinâmicas
    que o imóvel sofre no tempo, provocando disparidades entre as informações contidas
    nessas fontes, provocando desequilíbrios nas alíquotas e nos fatores utilizados,
    podendo tanto elevar quanto reduzir o valor dos referidos impostos.
    Inúmeros motivos levam à desatualização do cadastro técnico municipal, tais
    como desmembramentos, unificações, alterações da área edificada, vocação do
    imóvel, terreno baldio ou não, cobrança em duplicidade da COSIP, presença ou
    ausência de calçada e meio-fio, aspectos da topografia, pedologia (ocorrência de
    alagamentos) etc, além de erros no lançamento das informações no cadastro.
    A VERSAL Engenharia e Consultoria Ltda., possui amplo expertise em
    Avaliações de Imóveis Urbanos e Rurais e vem frequentemente atuando nas revisões
    dos impostos como IPTU e ITBI na esfera administrativa e judicial. Além disso, executa
    demais atividades relacionadas à obtenção do valor comercial da propriedade. Possui
    um corpo técnico formado por engenheiros e arquitetos legalmente habilitados nas
    respetivas áreas do saber e com familiaridade no manuseio das normas técnicas da
    ABNT.

    Ainda, através de seu amplo banco de dados, Softwares e tecnologia de
    pesquisa imobiliária a Engenharia de Avaliações tratada pela VERSAL busca subsidiar
    tomadas de decisões nas seguintes áreas e operações:
    • Revisões e atualizações nos impostos prediais, territoriais, de transmissão e
    laudêmios;
    • Balanços patrimoniais;
    • Separações ou cisões de empresa;
    • Desapropriações e servidões administrativas;
    • Transações de compra, venda, permuta e locação;
    • Decisões judiciais.
    Portanto, havendo dúvidas ou elementos que levem ao desequilíbrio de
    informações e que possam estar causando distorções nos valores dos impostos ou
    mesmo à busca do valor comercial do bem imóvel para outras finalidades, a VERSAL
    Engenharia e Consultoria Ltda., poderá ser consultada.

  • Vantagens de um eficiente gerenciamento ambiental

    Vantagens de um eficiente gerenciamento ambiental

    Segundo o Cap.VI, Art 225 da Constituição Federal de 1988, “o meio ambiente ecologicamente equilibrado é bem de uso comum do povo e que incumbe ao poder público e a coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.

    Nos últimos 20 anos, a Sociedade vem progredindo significativamente na compreensão e gestão das relações entre os seres humanos e o meio ambiente. Ao mesmo tempo, a população, e os avanços científicos e tecnológicos se tornaram ainda mais potencialmente devastadores.

    Mediante a isso, percebe-se uma sociedade cada vez mais evolutiva com as causas ambientais, e uma crescente participação de órgãos fiscalizadores. Somando a isso, o crescimento exponencial da legislação ambiental do Brasil, especialmente na ultima década, determinada uma intensa mobilização das organizações em controlar suas ações que comprometem o meio ambiente. Este é um dos fatores de influência, impulsionando ainda mais a variável ambiental para um destaque crescente na gestão dos negócios.

    O incremento contínuo da lei tem provocado ainda a ocorrência de diversas infrações cometidas pelas empresas por não estarem cumprindo com a legislação ambiental, por vezes, em função de simples desconhecimento, Desconhecer a lei, contudo, não serve de atenuante, pois quem possui uma atividade, produto ou serviço com impacto ambiental potencial, tem como ônus conhecer a legislação aplicável ao seu negócio.

    Sabe-se que há uma infinidade de empreendedores que se comprometem em melhorar o desempenho ambiental de suas organizações, não somente para evitar autuações e pagamentos de multas, e sim, pela responsabilidade que desenvolvem na sociedade. Trata-se de empresas comprometidas com o desenvolvimento sustentável, e que começam a fazer a diferença em um mercado cada vez mais competitivo.

    Tratar os problemas ambientais de forma eficaz, e manter procedimentos que visam melhorar seu desempenho ambiental por si próprias já trazem vantagens para a empresa.

    Listam-se os principais benefícios da aplicação de um eficaz gerenciamento ambiental.

    • Reduzir custos através do aumento da produtividade (eliminação de desperdícios e gerações de resíduos). Programas com este propósito têm como objetivo efetuar o controle das matérias primas utilizadas, resíduos gerados, máquinas e equipamentos, e desta forma, combater o desperdício, gerando economia para a empresa;
    • Inibir ações judiciais movidas por partes interessadas que se julgam prejudicadas. Desta forma, a empresa está isenta de pagamentos de multas, e outros débitos;
    • Abater custos potenciais de longo prazo, relacionados à saúde de empregados e da comunidade;
    • Aumentar a vida útil de máquinas e equipamentos através da constante manutenção. Pode-se também diminuir a quantidade de óleo e combustível utilizada.
    • Obtenção de prêmios de seguro mais baratos, através da diminuição do risco de acidentes e redução dos custos associados. A tendência é gerar incentivos para empreendimentos que acautelam a componente ambiental. Não se admite mais financiar projetos poluentes;
    • Garantir a sobrevivência em um mercado extremamente competitivo, melhorando ainda mais a imagem da empresa e evitando a perda de credibilidade das partes interessadas;
    • Envolvimento do quadro de funcionários com a questão ambiental. Sabe-se que um profissional consciente, compreende que a poluição está relacionada na maioria das vezes a uma baixa eficiência do processo produtivo, gerado pela perda de matéria prima, energia e outros insumos;
    • Melhoria na gestão global: os sistemas de gestão ambiental fornecem abordagens comuns em terminologia e gestão. A abordagem sistemática pode influenciar de forma positiva as outras questões chaves das empresas;
    • Redução de riscos, pois uma ineficiente gestão responsabiliza a empresa por danos ambientais, que potencialmente envolvem imensas somas de dinheiro. Além disso, responsabiliza a vida pessoal dos diretores, executivos e outros integrantes do quadro de funcionário (através da Lei de Crimes Ambientais Nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1.998);

    Entre outras vantagens, comprova-se a necessidade das organizações se enquadrarem nesta tendência já consolidada no cenário mundial. O assunto é válido desde pequenas e médias empresas até organizações multinacionais, que devem estar sintonizadas desde o licenciamento ambiental e regularização de seu empreendimento até formas de gerenciamento ambientais mais avançadas.

    As empresas necessitam administrar seus recursos sob a ótica ecológica e, para tanto, torna-se imperativo integrar o controle ambiental com os aspectos econômicos e financeiro, a fim de melhorar suportar suas estratégias e decisões, o que se converte em ganhos nos negócios e para coletividade.

  • Regularização de Estruturas Náuticas

    Regularização de Estruturas Náuticas

    De acordo com a Portaria 404/2012 SPU/MP em 31 de Dezembro de 2013 foi o prazo apontado pela Secretaria do Patrimônio da União para serem regularizadas as estruturas náuticas existentes em espaço físico em águas públicas de domínio da União, tais como lagos, rios, correntes d’água e mar territorial, até o limite de 12 milhas marítimas a partir da costa, ficando impedida a Autuação Direta até esta data.

    Apesar de este prazo estar expirado, cabe aos detentores destas estruturas procederem com a regularização. Para isso a SPU em todo o Brasil está informando e recebendo a documentação das estruturas náuticas que são empreendimentos náuticos, píeres, rampas, trapiches, flutuantes, atracadouros (flutuantes ou não). A portaria estabelece as normas e procedimentos para a instrução de processos visando à Cessão de Espaços Físicos em Águas Públicas. Para abrir o processo de regularização da sua estrutura de apoio náutico é necessário apresentar documentação técnica de engenharia, manifestação favorável da Autoridade Municipal quanto à adequação da atividade à legislação municipal, relativa ao local em terra onde se desenvolverá a atividade, ou, de onde partirá a estrutura; no caso de regularização, de onde se desenvolve a atividade, ou, de onde parte a estrutura. Parecer da Capitania dos Portos, da respectiva área de jurisdição, quanto à interferência em relação ao ordenamento do espaço aquaviário, à segurança da navegação e outros aspectos de interesse da Defesa Nacional. Também são necessárias: Licença Ambiental Prévia (LP), quando se tratar de implantação de nova estrutura náutica e ou Licença Ambiental de Instalação (LI) ou de Operação (LO), quando se tratar de ampliação/regularização de estrutura náutica existente. Para isto a Estruturas de Apoio Náutico devem planejar e implantar o Sistema de Gestão Ambiental – SGA, em suas unidades controlando e mitigando os impactos ambientais da atividades, como por exemplo as Estruturas de Apoio Pesqueiro que recebem pescados e beneficiem tem que ter uma Estação de Tratamento de Efluentes e Sistema de Gerenciamento de Resíduos Sólidos. Já Estruturas Náuticas que tenham unidade(s) de abastecimento de combustíveis e/ou reparação de embarcações devem ter Sistemas de Controle e Resposta aos Riscos Ambientais. Para elaboração destes projetos com a devida assessoria documental junto as Autoridades a Versal Engenharia tem experiência e equipe multi-disciplinar capacitada para proceder, apoiar e regularizar as Estruturas de Apoio Náutico.

    Eng°. Costabile Gregorio
    Gerente de Projetos

  • Estudo das Variáveis que Influenciam Integridade das Estacas do Tipo Hélice Contínuas

    Estudo das Variáveis que Influenciam Integridade das Estacas do Tipo Hélice Contínuas

     INTRODUÇÃO

    Na construção civil, observa-se uma crescente necessidade da utilização de estacas de concreto com capacidade de carga e profundidade cada vez maiores. Tais estacas são utilizadas tanto para fundações de edifícios, muitas vezes por exigências arquitetônicas, quanto para obras de infraestrutura urbana. Para tanto, compreendem o conhecimento da estratigrafia do subsolo combinado com o comportamento das estruturas de fundação (interação solo-estrutura), de modo a permitir que as estruturas de fundações estejam exercendo os efeitos esperados quando apoiadas em horizontes com adequada capacidade de suporte. Assim, tais comportamentos necessitam ser controlados de modo a garantir, dentro de uma tolerável confiabilidade definida nos projetos, o seu equilíbrio estático. Neste ínterim, aplicam-se os já consagrados métodos de controle e avaliação de desempenho, os chamados de método direto, restringindo-se à medida de nega padrão. Como exemplo tem-se a Prova de Carga Estática (NBR – 6489/84) e a Prova de Carregamento Dinâmico (NBR – 13208/94), cada uma com suas peculiaridades especificas e que devem ser adotadas para cada tipo de obra. Tradicionalmente, a avaliação da integridade estrutural de fundações prevista na NBR 6122/10 – Projeto e Execução de Fundações – é feita por dois métodos consagrados na engenharia geotécnica, mas esses não preveem ensaiar mais do que 3% do total das estacas executadas. Além disso, ambos os métodos supracitados utilizam o sistema de conservação de energia e seus equipamentos são robustos, exigem mão -de-obra especializada, portanto o serviço prestado costuma de custo elevado, que dependendo do tipo de obra, acaba inviabilizando sua prática. Entretanto, a tendência internacional tem contemplado e exigido da engenharia brasileira a aplicação dos métodos indiretos. Assim, os chamados Ensaios Não Destrutivos (END’s), vêm sendo popularizados e gradativamente aceitos pela comunidade cientifica e, muitas vezes, exigidos nas obras geotécnicas, uma vez que permitem ensaiar as peças estruturais sem alterar suas propriedades físicas e mecânicas, já que não implica em dano físico à peça ensaiada. Assim, com o advento da nanotecnologia, novos métodos de controle e análise da integridade das estacas permitem soluções, através do conceito da equação da onda, servindo tanto para estacas cravadas quanto para moldadas in loco. O seu uso desencadeou o avanço qualitativo em relação às fórmulas dinâmicas que tratavam a cravação da estaca com um impacto newtoniano entre dois corpos rígidos, enquanto a equação da onda propagaria este efeito ao longo da estaca (Niyama, 2002). Além disso, por este método indireto, a captação dos dados é obtida por meio de um acelerômetro introduzido na cabeça da estaca. Com saída USB ligado ao computador ou a um Rardware específico onde é possível visualizar na tela o comportamento da estaca. Mais recentemente algumas empresas inovaram e já disponibilizam versões para aquisição dos dados através do Bluetooth de um Smartphone. Igualmente, por meio de um software interpretativo, é possível verificar no mesmo minuto o comportamento e a integridade ou então checar o seu comprimento

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    Figura 1 – Conjunto martelo padronizado, acelerômetro por Blouetooth e o Smartphone. Fonte: Pile Test.

    A vantagem desta evolução é que, com estemétodo é possível ensaiar a totalidade das estacas em menos tempo, porém exige do engenheiro um conhecimento aprofundado do sistema.

    NORMATIZAÇÃO

    O referido ensaio possui normatização internacional, qual seja, ASTM D 5882-2000 – Standard Test Method for Low Strain Integrity Testing of Piles. Por ora, no Brasil, tal prática não está devidamente normatizada, apesar da atual norma de fundações recomendar o ensaio de integridade para todas as estacas escavadas da obra, executadas com lama bentonítica. No Brasil não há fabricante de acelerômetros para esta finalidade.

    METODOLOGIA

    O ensaio de integridade (Pile Integrity Test – PIT) é um ensaio não destrutivo de fundações profundas que tem sido realizado para avaliar qualitativamente a integridade de estacas com relação a falhas de concretagem, tais como trincas, rupturas e variações de seção, especialmente em estacas de concreto moldadas in loco. No entanto o ensaio também pode ser utilizado para determinar ou confirmar o comprimento de estacas já existentes e/ou executadas sem controle (sem monitoramento).

    O Ensaio

    O ensaio de integridade se baseia na propagação de ondas acústicas longitudinais de baixo nível de deformação. A análise da integridade das estacas é realizada com a interpretação da forma da onda acústica (refletida) gravada no topo da estaca medida por meio de um acelerômetro que capta os sinais provocados pelos golpes de um martelo de peso padrão. Qualquer alteração na seção ou na densidade do material resulta em variações significativas na configuração da onda, que, vez por outra, pode sustentar a decisão de conservála, reforçá-la ou condená-la. Portanto, estas variações permitem estabelecer indícios de alterações na seção da estaca, bem como a localização de trincas ou vazios ao longo da profundidade ou ainda checar o seu comprimento.

    Uma vez selecionadas e numeradas as estacas, aguardam-se no mínimo 7 (sete) dias após a concretagem das estacas para iniciar a campanha dos ensaios.

    Para melhorar o contato entre o acelerômetro e a estaca, após o arrasamento da peça, é realizado o acabamento no intuito de eliminar as irregularidades da cabeça da estaca que podem influenciar na qualidade do sinal. O serviço é feita com uma esmerilhadeira com potência acima de 1.000 watts. Ainda, para filtrar o sinal é utilizada uma cera à base petróleo (grout) introduzida na interface entre cabeça acabada da estaca e o acelerômetro.

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     Figura 2 – A foto mostra o acelerômetro apoiado na estada prémoldada (com cabeça acabada), onde na interface aparece a cera grout. Fonte: Versal Engenharia e Consultoria Ltda.

    Interpretação.

    A velocidade de propagação da onda está em função das características do material da estaca. Dita velocidade é diretamente proporcional ao parâmetro elástico e inversamente proporcional a massa específica do material. A onda gerada no impacto do martelo se propaga na estaca com uma velocidade c, a qual é dada pela seguinte expressão (Kormann, 2002):

    artigo1

    onde:

    E = Modulo de Elasticidade do concreto (MPa);
    r = massa específica (Kg/m3).

    Em estacas de concreto, a velocidade de propagação de onda associada aos níveis de deformação do ensaio de integridade situa-se usualmente entre 3500 e 4300 m/s. Conhecido antecipadamente o comprimento da estaca e o tempo que o pulso leva para alcançar a ponta da estaca e retornar ao topo, pode-se calcular uma velocidade de propagação média a partir da relação abaixo:

    c = velocidade de propagação da onda no concreto.
    L = Comprimento da estaca (m)
    T = tempo (s)

    Caso ocorra a detecção de algum defeito entre o topo e a ponta da estaca, neste intervalo ocorrerá uma reflexão “parecida” com aquela observada ao final de uma estaca íntegra, conforme se vê na figura seguinte.

    artigo3

    Figura 3 – Estacas com fustes intactos mostram a reflexão da ponta da estaca (figura superior). Estacas defeituosas exi reflexões antecipadas vindas do local do defeito (figura inferior). Fonte: Pile Dynamics, inc.

    Ainda, a localização do problema determinada a partira da expressão abaixo:

    artigo4

    onde:
    l’ = Distância da anomalia encontrada em relação ao topo da estaca (m).

    artigo5

    Figura 4 – Perfil de uma estaca de 610 mm de diâmetro, calculada a partir de dados coletados Fonte: Revista: Fundações e Obras Geot abril/2013.

    Sempre que a onda gerada pelo martelo encontrar mudanças de seção transversal propriedades do material (densidade de elasticidade), ocorrerão nesta região, pois seus efeitos afetam a impedância na direção em que a onda viaja e causam reflexões na onda de tensão que se propagam em direção ao topo da estaca (Cintra et al, 2013). Tais reflexões aparecem quando a estaca apresenta variações de impedância qual é dada pela seguinte equação:

    artigo6

    Onde:
    Z = Impedância (GPa.m.s)
    A = área da seção transversal da estaca ( m2)

    No ensaio PIT, a integridade da estaca é avaliada pela variação da impedância ao longo do fuste, onde a mesma está associada à variação do sinal da velocidade Z também é definida como a resistência imposta pela estaca à mudança de velocidade das partículas.

    O resultado típico do ensaio consiste em um sinal, obtido a partir da média de diferentes golpes, que expressa a evolução da velocidade com o tempo. Os sinais estaca podem ser trabalhados com programas específicos, introduzindo-se amplificações úteis.

    para melhorar a visualização das velocidades correspondentes aos trechos mais distantes do topo (Kormann, 2002). Já os sinais considerados pelo engenheiro como oltliner, são eliminados. Daí a importância da empresa executora das estacas hélice contínua apresente, ao final dos trabalhos, um relatório fidedigno informando o comprimento de cada estaca executada, para eventualmente contrapor ou ratificar os comprimentos obidos pelo PIT. A referida informação permite ao engenheiro, que analisará os boletins resultantes do PIT, uma margem para simular e/ou lapidar a representação final dos sinais, portanto, de sua integridade, possibilitando conhecer os limites para configurá-la ou não como uniforme (integra) e assim aceitar ou reprovar a estaca, da qual deverá passar por outras verificações antes de condená-la totalmente.

    Dos Sinais de Velocidade

    artigo7

    Figura 5 – Exemplos de sinais de velocidade obtidos no ensaio. Fonte: Kormann (2002).

    A figura acima mostra exemplos de sinais comuns de serem observados na prática, preferencialmente a Figura 5b e 5c. Delas se observam que a variação de impedância, vista como sinal de problemas na estaca (redução das propriedades mecânicas do concreto ou redução da seção transversal), em tese não estaria totalmente condenada se ela tivesse o comportamento da Figura 5c, pois se observa um aumento da seção transversal, portanto um aumento da impedância será constatada, visto que a velocidade é menor, devido a reflexões de compressão (Kormann, 2002). Na mesma figura, agora em “b”, ocorre o oposto, estrangulamento da seção, aumento da velocidade e reflexões de tração. Assim é a estaca com característica semelhante ao da Figura 5b que deverá ser melhor investigada, pois estaria ela suscetível ao aparecimento de futuros problemas quando a estaca estiver carregada. Conclui-se nesta seção que do grupo de estacas ensaiadas e com impedâncias menores deverão ser voltadas as atenções. Aderindo o controle tecnológico do concreto, problemas relacionados às propriedades mecânicas são controlados (módulo de elasticidade constante), remanescendo problemas relacionados à redução das seções transversais.

    artigo8

    Figura 6 – Retirada da estaca de concreto após ter sido avaliada pelo ensaio PIT e constatado o presente dano. Fonte: Pile Dynamics, Inc., Newsletter, n0 75, maio/2014.

     

    ESTRUTURA DE FUNDAÇÃO

    Dentre os tipos de estacas moldadas in loco, encontra-se a estaca tipo Hélice Contínua, presente no estudo de caso. Trata-se de uma estaca de concreto moldada in loco, executada por meio de um trado helicoidal com espiral na face externa de um tubo metálico contínuo com seção vazada. Na perfuração o tubo é fechado de modo que o solo é expelido pelo espiral esterno (fase de perfuração). Ao alcançar a profundidade desejada, inicia-se a fase da retirada do trado concomitantemente a injeção de concreto, fazendo-o passar pelo tubo interno do trado. A figura abaixo exemplifica a explicação.

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    Figura 7 – Dois momentos da execução da estaca hélice contínua. Em (a) perfuração do trado para remoção do solo; b) Injeção do concreto simultaneamente a retirada do trado. Fonte: Manual de Execução de Fundações e Geotecnia Práticas Remendadas.

    ESTUDO DE CASO

    O estudo de caso foi desenvolvido por meio de uma parceria com a empresa VERSAL ENGENHARIA E CONSULTORIA LTDA., empresa sediada na cidade de Joinville/SC/Brasil. Dita empresa possui em seu portfólio de serviços, a atividade de controle de qualidade, utilizando equipamentos para execução de ensaios não destrutivos (END’s) em concrceto. Continuamente presta consultorias para inúmeras empresa de construtoras e incorporadoras. Recentemente uma delas resolveu avaliar o desempenho das fundações de sua obra por meio do ensaio PIT por assim ser, foram analisados os dados obtidos, que por meio deles será desenvolvido a análise.

    Características da Obra

    A referida obra consiste na construção de um edifício residencial multifamiliar de 09 (nove) pavimentos e por uma única torre. Está localizado na Rua Dom Pedro I América, em Joinville/SC/Brasil, com coordenadas geográficas 26°16´58,80 48°50´50,73”O.

    A estrutura do edifício está apoiada em fundação profunda, executada por meio de hélice continua monitorada. Previamente, foram feitas sondagens CPT – Cone Penetration Test objetivando saber tanto a resistência do quanto o tipo do solo e residual, onde possivelmente as estacas estariam apoiadas. A sondagem mostrou de argila a partir dos 5 metros aos 18 metros, vez por outra com presença de lentes de areia. Por conta do tipo do solo observado, a sua resistência de ponta da estaca tende a ser menor e insuficiente, tanto que se procurou alcançar horizontes de maior resistência, o que acabou acontecendo entre 20 e 23 metros, profundidade onde se constatou a presença de solo residual, de maior resistência de ponta, classificado como silte Assim, o comprimento paradigma que poderiam alcançar as estacas seriam, em mé metros.

    Num total de 84 estacas, somente 23 foram possíveis de ser ensaiadas concretagem, haja vista que a contratação ocorrera com 61 estacas já executadas há mais de 28 dias. Portanto, sobre estas últimas não foi feito o controle por esta empresa. Pelo diário da execução das estacas hélice contínua, somou-se um total de 1876,86 metros de perfuração, que ao dividir por 84 estacas, alcançou uma média de 22,34 metros por estaca, ou seja, uma profundidade média já aguardada em razão dos resultados da sondagem.

    artigo10

    Figura 8 – Perfil da resistencia do solo local conforme sondagem CPT. Fonte: Proprietária da Obra

     

    EXPERIMENTOS FATORIAIS

    Conceito

    A análise dos resultados advindos dos ensaios PIT foram avaliados estatisticamente através de um teste estatístico, pois o que se busca é a inferência (conclusão) dentro de uma probabilidade aceitável, elegendo as variáveis independentes (fatores) que mais dev influenciar na variável dependente estudada). Existem inúmeros testes estatísticos neste estudo utilizaremos a metodologia de Projetos de Experimentos (DOE). A metodologia DOE é um conjunto de técnicas estatísticas que permite a análise de vários fatores de influência um processo de maneira simultânea, através de uma de testes onde estes fatores são sistematicamente alterados de acordo com uma matriz de projeto prescrito. Desta forma, torna se possível a obtenção de precisos e com um desprendimento de tempo e recursos muito menores que metodologia tradicional (Montgomery, 200 Sem nos aprofundar nos definições que regem esta metodologia, partiremos direto para a elaboração do projeto e avaliaremos os efeitos resultantes Análise de Variância – ANOVA.

    Confecção do Projeto de Experimento.

    O primeiro passo na busca pela avaliação simultânea das variáveis que influenciam num sistema é definição das variáveis envolvidas no processo a ser estudado. Foi dito q PIT, a integridade da estaca é avaliada pela variação da impedância Z onde a mesma está associada à variação do da velocidade. Assim, e características do ensaio, o tempo disponível para execução dos mesmos, da qualidade e da quantidade dos experimentos possíveis de serem realizados e os recursos financeiros para viabilizar o presente estudo, foi po estabelecer 03 (três) fatores que possam influenciar na integridade da estaca. primeiras estão relacionadas estaca propriamente ditas (propriedades intrínsecas) e a terceira está externo (propriedade extrínseca). fator seria o módulo de elasticidade E, que segundo a NBR – 6118/2010 é dado pela equação abaixo:

    artigo11

    Onde,
    aE = 1,2 agregado de basalto e diafásico
    aE = 1,0 para granito e gnaisse

    Como o ensaio do PIT foi realizado com a idade do concreto aos 7 dias, ao invés de obter o concreto aos 28 dias, considera dias, igual ao fcj. Como a empresa, proprietária da obra, não precedeu o control concreto usado nas estacas, este estudo admitiu que o fck = fcj = de 20Mpa usina de concreto utilizou agregados obtidos de duas diferentes jazidas, cada qual com aE diferentes. Em razão disso, para os dois níveis de interesse, dois módulos de elasticidade foram definidos, quais sejam, E = 30.052,75 MPa e E = 25.043,96 MPa. O segundo fator foi o diâmetro D (m) da estaca, um 0,50 m e outro de 0,60 m, representados respectivamente pelos níveis baixo e alto. O terceiro e último fator foi o tipo do solo predominante em volta da estaca. Foram considerados dois tipos. Conforme sondagem no local há presença de solo argiloso com pouca resistência de ponta e presença de silte-argiloso, com maior resistência de ponta. Assim, ter-se-ia o solo tipo 1 e solo tipo 2 A variável dependente medida foi a impedância Z, calculada a partir da Equação 4. Sabe-se que a variações de impedância podem ser detectadas pela variação do sinal de velocidade. A velocidade média das ondas capturadas pelo acelerômetro, foram obtidas por um total de 48 golpes do martelo e distribuídos em 4 pontos na cabeça da estaca, conforme figura abaixo. Portanto, as médias das velocidades obtidas em cada réplica, serão transformadas em impedância Z.

    artigo12

    Figura 9 – Seção da estaca, sendo indicados os quatros pontos em que foi posicionado o acelerômetro.

    Em cada ponto foram executados em torno de 16 a 18 golpes, sendo selecionados e classificados sempre 12 golpes, com comportamentos de ondas mais semelhantes entre si. Isso permite a filtragem de interferência randômicas, sobressaindo no sinal apenas variações causadas pelas reflexões da onda (PDI, 1998). Assim, são descartadas as medidas que resultem num comportamento mais heterogêneo da média obtida, causadas por falhas extrínsecas (cabeça da estaca não homogênea, falha na operação do acelerômetro, umidade excessiva na cabeça da estaca etc). A velocidade média de cada estaca ensaiada foi a média das 12 velocidades medidas e extraída dos 4 pontos (réplicas) diferentes da estaca. Segundo a literatura (Vieira, 2006), os experimentos com dois ou mais fatores em dois ou mais níveis são chamados de experimentos fatoriais. No caso, têm-se três fatores, em dois níveis, com as propriedades medidas em quatro réplicas, resultando um experimento fatorial do tipo 2k completo, aqui desenhado como mostrado abaixo.

    artigo13

    Figura 10 – Distribuição do experimento.

    Assim, ter-se-ia que experimentar 8 estacas, cada qual com 4 réplicas, totalizando 32 experimentos. Do total de 23 estacas ensaiadas com o PIT, 8 delas foram escolhidas aleatoriamente para fazer parte deste experimento. Os fatores, após classificação, foram ajustados nos limites inferiores ou baixos (−) e superiores ou altos (+), conforme tabela abaixo.

    artigo14

    Tabela 1 – Níveis utilizados no projeto.

    As medidas em campo ocorreram conforme a sequência não aleatória dispostas abaixo:

    artigo15

    Tabela 2 – Parte da sequencia de 32 experimentos classificados in loco.

    De forma resumida, tem-se a distribuição dos níveis e medidas consideradas, conforme tabela abaixo.

    artigo16

    Tabela 3 – Níveis utilizados no projeto com suas réplicas e medidas de Z.

    Utilizando o Software Statistica, versão 7, abaixo segue o sorteio dos experimentos, tendo havido o experimento sido configurado como aleatório.

    a

    Tabela 4 – Parte da tabela. Sorteio dos experimentos a iniciar com o de número 29. 

    Em campo, o ensaio é feito aleatoriamente por estaca e não por experimento, por isso o consideramos como não aleatório, já que respeita a ordem dos pontos da Figura 7 somado ao fato que os ensaios não ocorreram no mesmo dia. Por outro lado, tendo mantido armazenado as medidas extraídas em campo, antes da geração do sorteio da Tabela 4, posteriormente foi respeitado esta distribuição como se aleatória fosse o experimento, e assim não contrariando a metodologia recomendada.

    Análise de Variância.

    Tendo havido elaborado o projeto fatorial completo 23, buscou-se analisar os efeitos dos fatores principais (1a ordem) e de interação (2a e 3a ordem) para avaliar suas significâncias em relação à propriedade estudada. Para fazer isso acessamos a ferramenta denominada de Análise de Variância, comumente chamada de ANOVA (Analysis of Variance). O seu uso permite concluir, com um certo grau de confiança préestabelecida, a existência ou não de diferenças significativas entre as médias as populações (Werkema, 1996). O fatorial completo 23 permite estimar todas as interações de dois fatores -2a ordem (1×2, 1×3 e 2×3), além de uma interação de três fatores – 3a ordem (1x2x3). Configurando as informações de análise, um panorama inicial do problema pode ser visualizado pelo Gráfico de Pareto, conforme mostra abaixo.

    artigo18

    Gráfico 1 – Gráfico de Pareto ao nível a = 5%.

    Observa-se que os efeitos que avançarem a direita da linha indicada (com p-valor < 0,05) seriam os efeitos significantes que estariam influenciando a propriedade estudada.

    artigo19

    Tabela 5 – Tabela ANOVA, ao nível a = 5%.

    A primeira ANOVA selecionada acima, contou com um nível de significância de 5% (a = 5%). Os efeitos significantes são os mesmos apontados pelo Gráfico de Pareto. Observa-se que todos os efeitos principais (1,2 e 3), assim como e os efeitos de interação 1×2, 1×3 e 1x2x3, com 95% de confiança, mostram-se como significantes. Os efeitos de interação 1×3 e 2×3, através dos testes de hipóteses, verificouse aceitar a hipótese nula de que as médias são iguais (H0:m1=m2=m2), haja vista de terem seus respectivos p-valores maiores que a. Toda vez que o p-valor for menor do que o nível de significância estabelecido, você rejeita a hipótese de que as médias são iguais (Vieira, 2006), ao passo que se for maior, aceita-se a hipótese nula. Portanto os efeitos de interação 1×3 e 2×3 não afetam significativamente a variável estudada, portanto, há evidências de que as médias são iguais e podem ser descartadas do estudo.

    artigo20

    Tabela 6 – Tabela ANOVA, ao nível a = 2,5%, após descartados os efeitos não significantes.

    A segunda ANOVA testada se observa que, com a exclusão dos efeitos das interações apontadas na primeira ANOVA, permitiu que houvesse um aumento da confiabilidade do estudo passando de 95% para 97,5% (a = 5%, devido ao p-valor = 0,024688). Ainda o coeficiente de determinação (R2), passou de 99,78% para 99,76%, ou seja, uma ínfima diferença a menor, mostrando assim que 99,76% da variabilidade dos dados são explicadas pela variação de tratamentos. Somente 0,24% são atribuídos a algum erro ou aleatoriedade dos dados.

    Gráfico Meio Normal

    Procurando pelos efeitos que mais afetam a variável dependente, utilizar-se-á o gráfico meio normal (Half Normal plot). Trata-se de um gráfico de valor absoluto das estimativas dos efeitos versos suas propriedades normais acumuladas (Montgomery, 2004). Busca saber quais os efeitos são mais importantes para o experimento. Do gráfico gerado, que simula o papel probabilidade normal, todos os efeitos (principais e de interação) que estão próximos a linha reta, localizada na parte mais concentrada da Curva de Gauss, pela teoria da álgebra linear, constata-se que não são significantes ao nível a = 2,5%, ao passo que os efeitos mais distantes da reta, comportam-se como significantes. Da análise do gráfico abaixo, nota-se que os efeitos principais Diâmetro (2), Módulo de Elasticidade (1) e Solo (3) estão fora da reta, o que indica que são os mais significantes (nesta ordem).

    artigo21

    Gráfico 2 – Gráfico meio normal dos efeitos (Half Normal plot).

    Falta de Ajustes

    Objetivando avaliar o erro entre as réplicas, considera-se a opção de Pure error (Erro Puro) na fase de configuração da análise do projeto, pelo Software Statistica. Sabe-se que a falta de ajuste está condicionada ao número de réplicas do problema. Neste caso desejando não haver a falta de ajuste, pois se pretende igualar (aproximar) à igualdade (aceitar H0) “p-valor” terá que ser suficientemente grande (maior que a). Quanto maior for o “ maior a tendência de não haver Ainda, as medidas do experimento são aceitáveis sob o ponto de vista e termos de igualdade. Da Tabela 6, observa que a linha Falta de Ajuste (Lack of Fit valor resultou em 38,48%, significando dizer, que a última ANOVA, as medidas do experimento são mais aceitáveis sob o ponto de vista estatístico e em termos de igualdade, portanto não há falta de ajustes no experimento.

    Equação do Modelo.

    A equação do modelo será extraída da tabela abaixo, resultante do software.

    artigo22

    Tabela 7 – Tabela dos coeficientes dos regressores.

    A equação do modelo de regressão para estimar a impedância, com base nos resultados do experimento é se levanta da primeira coluna da Tabela 7.

    Z = 1.632813 + 0.150125.x1 + 0.301875.x2
    0.017813.x3 + 0.025688.x1.x2 + 0.007813.x1.x2.x3

    Equação 6 – Equação do modelo adotado.

    A equação acima parece estar adequada, pois os sinais positivos dos coeficientes sugerem que ao incrementar os efeitos, a contribuição para o desenvolvimento da impedância aumenta, do contrário Pela análise da equação, observa a menor e a maior impedância ocorreu distribuição dos índices dos níveis tabelados abaixo.

    artigo23

    Tabela 8 – Distribuição dos níveis.

    Como ficou demonstrado que a integridade da estaca está diretamente relacionada com a impedância vez é inversamente proporcional à velocidade da onda (c) no meio, as atenções devem estar voltadas para as estacas de menor impedância, pois são nelas que poderão haver problemas com a falta de integridade. Tais problemas estão relacionados com estacas de menor Módulo de Elasticidade, menor diâmetro e envolta de solos de maior resistência ponta.

    ANÁLISES DOS RESÍDUOS

    Antes que conclusões tomadas a partir da análise adequação do modelo deve ser verificada. A primeira ferramenta de diagnóstico é a análise residual (Montgomery, 2004). Para tanto, deverá supor que erros seguem uma distribuição normal e independente. Para isso, busca-se analisar os resíduos, que é a diferença entre o valor observado e o correspondente valor ajustado. Abaixo seguem os principais gráficos para avaliar os resíduos são:

    – Probabilidade Normal

    – Valor Predito versus Valor Residual

    – Resíduo versus Valor Ajustado

    a – Gráfico da Probabilidade Normal

    artigo24

    Gráfico 3 – Normal Plot. O gráfico de probabilidade normal dos resíduos deve seguir uma linha reta.

    Em regra, os pontos no gráfico devem globalmente formar uma linha reta se os resíduos forem distribuídos normalmente. Do gráfico, observa-se que os desvios (distância do ponto à reta) são pequenos, portanto, “visualmente” os resíduos seguem uma tendência normal.

     b) Valor Predito versus Valor Residual (Residuals vs. case numbers)

    a1

    Gráfico 4 – Predicted vs. residual values. Gráfico do Valor Predito versus Valor Residual.

    Em regra, o gráfico há de ter pontos (positivos e negativos) distribuídos uniformemente em ambas as regiões da reta. Caso a maioria dos pontos concentrados em uma única região, desconfiar-se-á das medidas dos experimentos. O importante é de se observar uma curva imaginária (sobe e desce) passando pelos pontos. Portanto, visualmente os dados se comportam adequadamente.

    c) Resíduo versus Valor Ajustado (Residuals vs. case numbers

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    Gráfico 5 – Residuals vs. case numbers. Este gráfico distribui os resíduos versos valores ajustados.

    Trata-se do valor predito em função do valor residual. Neste caso, desejável não se observar uma tendência de afunilamento (da esquerda para direita, tendendo se abrir). Na abscissa (valor predito) a variável dependente cresce. Caso os desvios igualmente e aumentando a medida que se aumenta o valor predito, significa dizer que não há uma aleatoriedade, logo se observará uma tendência ao afunilamento. Tal ocorrência pode estar relacionada ao equipamento de medição que se manifesta mais quando se aume grandeza medida. Preferível observar variações de amplitudes dos resíduos. No caso, não se observa uma tendência de afunilamento. Conclui-se que as análises dos resíduos não violam as prerrogativas da literatura consagrada, não apresentand em suas composições.

    ANÁLISE GRÁFICA

    O objetivo da análise gráfica é buscar otimização das respostas, balizadas nos gráficos de contorno (de áreas e de linhas). Para tanto inicialmente fixam-se as variáveis que mais influenciam na propriedade estudada, como Módulo de Elasticidade e o Diâmetro da estaca.

    a) Gráfico de Contorno (por Áreas)

    a3

    Gráfico 6 – Gráfico de Contorno Versos Diâmetro, considerando nível inferior ( estiverem aumenta o valor da apresentando graves desvios a , visto aqui por áreas. Mód. De Elast. , (-) para o solo.

     Gráfico de Contorno (por Linhas)

    a4

    Gráfico 7 – Gráfico de Contorno por Linhas. Mód. De Elast. Versos Diâmetro, considerando nível inferior (-) para o solo.

    Da Equação 4 e dos gráficos de contorno, almejando-se trabalhar com o desempenho elevado das fundações, busca-se optar por utilizar agregados de basalto e diafásico no concreto, resultando num aumento no Módulo de Elasticidade do concreto, conforme prediz a Equação 5. Quanto ao fator diâmetro, que teve sua maior colaboração dentre os demais efeitos estudados, em razão de sua influência na integridade das estacas, aconselha usar o maior diâmetro estabelecido neste experimento, o que aprimora ainda mais o desempenho da estaca, haja vista que a área em contato com o solo é maior, portanto, maior será o atrito lateral que a estaca fará com o solo. Quanto ao solo, observou-se sua reduzida significância, como visto no Gráfico 2. A equação do modelo e os gráficos de contorno indicaram um incremento na impedância, quando a estaca estiver cravada num solo argiloso de baixa resistência de ponta. Nada de absurdo esta conclusão, haja vista que a estrutura de um edifício, quando apoiada em fundação profunda, as estacas são dimensionadas para resistirem as cargas de pontas “e” atritos laterais (estaca/solo). Portanto, quanto maior o diâmetro da estaca, maior a área de contato com o solo, maior será a resistência de atrito lateral e menor será a parcela atribuída à resistência de ponta necessária para equilibrar as forças atuantes no subsolo.

    PREDIÇÃO DA VARIÁVEL DEPENDENTE

    O gráfico seguinte tem como objetivo informar qual seria a melhor impedância a considerar nas estacas, tomando seus níveis altos e baixos, bem como o seu intervalo de confiança, já que a estatística não é um evento determinístico e sim um evento probabilístico.

    a5

    Tabela 9 – Em destaque, o valor predito e o intervalo de confiança.

    Assim, para o nível maior estabelecido na Tabela 8, a impedância será maior. Desejável, pois se buscará aceitar, com 95% de confiança, qualquer valor de impedância limitado pelo intervalo, variando de 2,11 GPa.m.s a 2,14 GPa.m.s, com valor predito de 2,13 GPa.m.s.

    CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES

    É notório o avanço e o necessário crescimento pela busca da qualidade total nas obras de engenharia. A avaliação do desempenho das obras de fundações é o primeiro passo para assegurar a confiabilidade e o sucesso do empreendimento. Diversas técnicas de controle estão disponíveis, porém a um custo muito elevado e com uma infraestrutura de difícil absorção pelas pequenas e médias construções. O avanço dos ensaios não destrutivos (END’s) aplicados na avaliação de estrutura de fundações devem se afirmar cada vez mais e, portanto, importante será absorver e entender esta tecnologia. Dentre os END’s existentes voltados a avaliação de desempenho, o presente estudo discorreu sobre ensaio PIT – Pile Integrity Test que busca avaliar a integridade e a uniformidade da estaca tipo hélice contínua, verificando os fatores e os efeitos que mais influenciaram na integridade das estacas estudas neste experimento. A interpretação dos resultados com o auxílio do Software Statistica, foram cruciais para lapidar o experimento e concluir, com uma confiabilidade superior ao pré-estabelecido (97,5%) que de fato as variáveis consideradas influenciaram na propriedade estudada, mostrando que o experimento foi válido e representativo. Ao mesmo tempo, sem procurar esgotar o assunto, chegam-se a algumas recomendações:

    a) Quanto às atividades de campo.

    · Aconselha-se fazer o ensaio PIT em todas as estacas, haja vista que uma campanha de 1 (um) dia é possível ensaiar 50 estacas;

    · Não dispensar o controle tecnológico do concreto, pois diante de uma integridade reduzida a causa estaria relacionada mais com a alteração da seção transversal do que pela influencia da qualidade do concreto (massa especifica, módulo de elasticidade etc);

    · Buscar informações acerca da classificação do agregado usado no concreto.

    b) Quanto ao DOE e ANOVA.

    · Que as supracitadas análises estatísticas poderão ser aplicadas e/ou estendidas a outras propriedades e fatores que o operador julgar necessário.

    REFERÊNCIAS

    – ABEF – Associação Brasileira de Empresas de Engenharia de Fundações e Geotecnia. Manual de execução de fundações e geotecnia: práticas recomendadas. São Paulo: Pini, 2012. ASTM D 5882-2000 – Standard Test Method for Low Strain Integrity Testing of Piles. American Society for Testing and Materials. – CINTRA, J.C.A; AOKI, N; TSUHA, C.H.C.; GIACHETI, H.L. Fundações: ensaios estáticos e dinâmicos. 1. ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2013. – GONÇALVES, C.; ANDREO, C.S.; BERNARDES, G.P.; FORTUNATO, S.G.S. Controle de Fundações Profundas Através de Métodos Dinâmicos. 1. Ed. São Paulo, 2000. – KORMANN, A. C. M. Ensaio de Integridade de Estacas (PIT). Workshop Controle de Qualidade de Fundações através de Provas de Carga Dinâmicas e Verificação de Integridade Estrutural, Sinduscon-SP e ABMS. São Paulo, 2002. – MONTGOMERY, D. C..Disen᷉o y Análisis de Experimentos. 2. ed. México: Limusa Wiley, 2004. – NBR 6122/10 – Projeto e Execução de Fundações. ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. – NBR 12231/91 – Estacas – Prova de Carga Estática – Método de Ensaio. ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. – NIYAMA, S. Introdução de ensaios dinâmicos nas obras de fundações no Brasil: Breve histórico. Workshop Controle de Qualidade de Fundações através de Provas de Carga Dinâmicas e Verificação de Integridade Estrutural, Sinduscon-SP e ABMS. São Paulo, 2002. – PDI (1998 e 2003). PIT-W Manual – Software for PDI’s Pile Integrity Tester. Pile Dynamics, USA. – WERKEMA, M. C., (1996). Como estabelecer conclusões de confiança: entendendo inferência estatística. UFMG, Fundação Cristiano Ottoni.

  • O Mito do Risco Zero nas Obras de Engenharia

    O Mito do Risco Zero nas Obras de Engenharia

    Em recente revisão da norma brasileira NBR-6122/10, norma para projeto e execução de fundações de obras de engenharia, publicada pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, vigente desde 20/10/2010, quebrou um paradigma nunca antes ousado em termos de normas técnicas, haja vista a engenharia sempre ter sido considerada como uma ciência exata. Em nota, a supracitada norma expõe: “Nota 1 – Reconhecendo que a Engenharia de Fundações não é uma ciência exata e que riscos são inerentes a toda e qualquer atividade que envolva fenômenos ou materiais da Natureza, os critérios e procedimentos constantes desta Norma procuram traduzir o equilíbrio entre condicionantes técnicos, econômicos e de segurança usualmente aceitos pela sociedade na data da sua publicação.” O Comitê Brasileiro da Construção Civil (ABNT/CB-02) e a Comissão de Estudo de Obras Geotécnicas e de Fundações (CE-02:152.08), ao aprovarem a norma supracitada e o texto em destaque, quiseram fazer entender que nas soluções adotadas na engenharia que envolvam o solo e ou sua interação com as estruturas de concreto armado há a ocorrência da chamada incerteza.

    É fato que a Engenharia de Fundações sempre esteve relacionada à variabilidade ou vulnerabilidade inerente aos fenômenos naturais, da impossibilidade de conhecer todas as variáveis significativas partícipes do processo, bem como da falta de conhecimento completo do comportamento dessas variáveis ao longo do tempo e condições sobre elas exercidas, o que impede que sejam previamente conhecidas todas as suas causas e efeitos quando tal interação é solicitada. Por assim ser, como o comportamento da interação solo-estrutura jamais poderá ser previsto com exatidão, o melhor que se busca a fazer, alinhado à metodologia normativa atual, será uma boa estimativa desse comportamento, utilizando-se da Teoria das Probabilidades. A confiabilidade e a probabilidade em análise de estrutura há muito vem sendo discutida no meio técnico especializado, mas muito pouco divulgada à sociedade. Vê-se uma nova postura do engenheiro geotécnico, frente suas responsabilidades, que diante da variabilidade inerente a esta interação, deve ele agora calcular previamente a probabilidade de um evento aleatório e danoso ocorrer, sem que esteja ligada à teoria do Comumente chamada de probabilidade de ruína da obra, tal estudo pretende mostrar que no caso da Engenharia de Fundações, a ciência não é determinística e sim probabilística, pois riscos são inerentes a toda e qualquer atividade em que envolva a variabilidade dos elementos da natureza, daí a necessidade do reconhecimento da existência do risco, que deverá ser calculado e mostrado ao tomador dos serviços de engenharia. Em outras palavras, não há risco zero na construção civil, diga-se de passagem, nunca houve e, supor que nas obras de engenharia sem erros de projeto ou execução haja 100% de segurança, é utopia.

    É preciso que se diga também que alcançar os fatores de segurança prescritos em normas brasileiras é importante, mas não garante a ausência de ruína, ou seja, a segurança de uma obra não é definida a partir do conceito de fator de segurança. Mesmo assim, além de adotar os fatores de segurança prescritos nas normas, é necessário adotar uma probabilidade de ruína admissível e que também esteja relacionada com o custo da obra ou de sua reconstrução na hipótese da ocorrência de ruína. Portanto, o engenheiro, o construtor, a incorporadora, o investidor, a seguradora, a instituição financeira e o consumidor devem considerar estes princípios que sempre margearam a atividade da engenharia, mas que culturalmente e/ou por desconhecimento, dificilmente são relatados a quem se beneficia dos serviços de engenharia. Em especial aos engenheiros, para o cálculo da probabilidade de ruína, utilizem o método da teoria das probabilidades, ramo da matemática que lida com incerteza. Por meio da análise de confiabilidade, deixem estampados em seus contratos de prestação de serviço, ART – Anotação de Responsabilidade Técnica – bem como nos projetos a referida probabilidade máxima de ruína a que estaria submetido o empreendimento, deixando tal decisão – de assumir o risco – com o tomador dos serviços de engenharia. Deixar de informar o risco e uma vez ele ocorrendo, mesmo sendo aleatório e afastado do erro (de projeto e/ou execução), o profissional assumirá esta responsabilidade (civil e criminal) para si. A tomada de decisão, ou seja, a aceitabilidade sob a presença estampada do risco geotécnico será do tomador de serviços de engenharia e não do engenheiro, porém a escolha de calcular, apresentar ou de assumir este risco para si, será deste profissional.

    Eng.° Sidney Carvalho

    * Engenheiro Civil – Joinville.Mestrando em Geotecnia – UFSC.

  • TRAFFIC CALMING

    TRAFFIC CALMING

    O reconhecido inchaço médias vem provocando e/ou acentua motorizados e os pedestres, aqui representados pelos cidadãos comu motorizados e os pedestres, ciclista, o cadeirante ou qualquer pessoa que busque uma acessibilidade ciclista, o cadeirante ou qualquer pessoa que inchaço da frota de veículos de cidades consideradas pequenas e provocando e/ou acentuando a concorrência desproporcional entre veículos a concorrência desproporcional entre veículos busque uma acessibilidade que possibilite consideradas pequenas e comuns, o idoso, o minimizar sua minimizar motora ao motora acessar uma acessar edificação ou edificação ou um sistema um viário para viário poder viver e poder viver e trabalhar. trabalhar dificuldade.

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    Foto 1 – Exemplo de dispositivo ondulado, com platô.

     

    O direito de passagem do pedestre está assegurado pelo Código de Trânsito em O direito de passagem do pedestre está asseg seu art. 70. A boa prática é o motorista reduzir a velocidade, alertar os demais motorista de sua iniciativa e parar o seu veículo para o independentemente do fluxo de trânsito, preferencialmente nos locais indicados pela independentemente do fluxo de trânsito, preferencialmente nos locais indicados independentemente do fluxo de trânsito, preferencialmente nos locais indicados engenharia de tráfego municipal. engenharia de tráfego municipal Elementos de tranquilização do tráfego, os chamados traffic calming Elementos de tranquilização do tráfego, os chamados ultimamente vem sendo muito utilizados e adaptados em cidades que já sofrem o efeito ultimamente vem sendo muito utili do aumento desenfreado do número de automóveis desagradáveis da flagrante desvantagem Tratam-se de dispositivos urbanísticos que do tráfego de veículos motorizados. O mais comum são os chamados “quebra do tráfego de veículos motorizados que agora passam a contar com novas geometrias, formas suaves que agora passam a contar com novas geometrias adequada, trazendo mais conf obstáculos não mais precisam causar os danos nos veículos que origin prática é o motorista reduzir a velocidade, alertar os demais motorista prática é o motorista reduzir a velocidade, alertar os demais motorista iva e parar o seu veículo para o pedestre passar. Isto deva ocorrer urado pelo Código de Trânsito em pedestre passar. Isto deva ocorrer traffic calming, zados e adaptados em cidades que já sofrem o efeito do número de automóveis, tudo para minimizar os efeitos flagrante desvantagem dos pedestres quanto à preferência no trânsito. de dispositivos urbanísticos que visam minimizar os efeitos negativos , tudo para minimizar os efeitos uanto à preferência no trânsito. minimizar os efeitos negativos formas suaves e sinalização mais conforto para ambos os usuários. Para os automóveis não mais precisam causar os danos nos veículos que originou . O mais comum são os chamados “quebra-molas”, para ambos os usuários. Para os automóveis, tais ou o seu nome.

     

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    Foto 2 – Detalhamento da ondulação combinada com platô.

     

    Mudanças no traçado de ruas, instalações de barreiras, sinalizações realçadas, iluminação etc., são algumas das demais técnicas combinadas no desenho viário que objetivam educar, reduzir velocidade, assegurar a mobilidade e diminuir acidentes. Em Joinville ainda se vê poucas faixas de pedestres e ainda são tímidos os traffic calming, senão ausentes e desconhecidos pela maioria. Incentivar mudança cultural e definitiva em nossa cidade é necessário e felizmente é possível, pois cidades como Florianópolis, Balneário Camboriú e Blumenau são exemplos na adoção desta iniciativa, que tem tudo a ver com educação no trânsito, se devidamente executada pelos órgãos competentes e utilizada adequadamente pelos partícipes do sistema viário.

    Sidney Carvalho Eng.° Civil – Joinville Versal Engenharia e Consultoria Ltda.